Bem-Vindo - Baralho de Tarot da Maria Padilha

Tarot - Baralho da Maria Padilha


Baralho Maria Padilha Dos Pedaços

Um monge procurou o abade e pediu que este lhe ensinasse o que é a vida.
O abade o conduziu até a adega do mosteiro, pegou uma bela garrafa de vinho branco e, erguendo-a, falou:
- Isto, meu jovem, é a vida espiritual -
Imediatamente ele atirou a garrafa no chão.
Abismado, o discípulo ficou a olhar os cacos espalhados pelo chão, misturados ao vinho de olor muito agradável.
Em seguida, o Mestre escolheu uma outra garrafa, mas de um vinho moscatel:
- Isto é a vida material - e, da mesma forma, também atira a garrafa no chão.
O discípulo ainda surpreso com a garrafa anterior que fora quebrada, espantou-se mais uma vez com aquela demonstração inesperada de seu mestre.
Finalmente, o velho sábio escolhe uma outra garrafa de vinho, agora o seco e diz:
- Isto são seus semelhantes! - E, mais uma vez, espatifa essa última garrafa no chão, sob o incrédulo olhar do jovem monge.
Durante alguns segundos, os dois ficaram em silêncio olhando os vidros espalhados pelo chão.
O discípulo olhou seu Mestre nos olhos buscando uma explicação, enquanto o Mestre sorria bem humorado. Ele sabia que havia surpreendido positivamente seu jovem discípulo, mas estava mais feliz ainda por ter certeza de que aquela seria uma lição inesquecível para ele.
- Agora pegue uma vassoura e junte tudo em uma só pilha - pediu o Mestre.
Imediatamente o monge obedeceu. Então o abade estendeu para ele uma lata de cola.
- Agora, meu jovem, lave os cacos, seque-os e reconstrua apenas uma garrafa. Talvez seja um pouco difícil, mas isto é a Vida!
Cada um de nossos dias é feito de uma série de momentos diferentes, como são diferentes estes cacos. Mas precisamos juntá-los com a maior harmonia possível, e criar nossa própria obra de arte!
Pense sobre isto!




Baralho Maria Padilha A Necessidade da Purificação

Os discípulos se reuniram em torno de Ben-Yagul. Discutiam a necessidade da purificação.
- Se não estamos com o coração vazio de todo e qualquer desejo, não conseguimos enxergar o caminho – dizia um.
- Precisamos livrar-nos de todos os nossos defeitos, ou Deus se afastará de nós – dizia outro.
Ben-Yagul interrompeu a discussão, dizendo:
- Quando olhamos o sol de frente, ficamos cegos e já não podemos distinguir as florestas e as montanhas a nossa volta. Por isso, o homem precisa de um pouco de luz e de um pouco de sombra na sua vida. O desejo por purificação causa dor. Todo o universo de sofrimento nasce do desejo. Abandone todo o desejo por purificação e você nem mesmo saberá o que é a dor.
- Mas então, mestre, qual o caminho devemos seguir para atingir a purificação? - perguntou um dos discípulos
- Quem deseja atingir a perfeição, acaba por seguir o caminho da vaidade. A busca espiritual consiste em aceitar quem somos e, mesmo assim, procurar servir a Deus de todo o coração! Nossos pequenos defeitos nos ajudarão a ser mais humildes, mais humanos e mais tolerantes com os defeitos dos outros. E lembrem-se: para alcançar a felicidade, simplesmente não pensem, não desejem, mantenham-se em silêncio, porque pensamentos e desejos são as armadilhas que poderão lhes fazer perderem-se do caminho! Essa é a Verdade!




Baralho Maria Padilha Oração

Senhor, do orbe solar! De Tua Graça, Brilham os fulgurantes Raios de Luz e abrem-se as pétalas do Lótus de nossos Corações!
E deste exala a fragrância oriunda do divino Conhecimento pelo qual estamos para sempre unidos a Ti! De modo que vamos buscar-Te por constante e profunda meditação. Abençoa-nos em nossos esforços, Senhor, para que o Bem possa chegar a todos os seres da Criação. E que possamos nos elevar à majestade do Teu Ser, todas as vezes que nos perdermos no caminho da salvação!




Baralho Maria Padilha Não antecipe.

Você não sabe!
É verdade que toda manifestação está nos opostos! Prazer e dor, bom e mau, alto e baixo, progresso e retrocesso, descanso e luta – todos vêm e vão juntos – e, enquanto houver um mundo, suas contradições sempre existirão! Pode haver períodos de harmonia perfeita, ou de felicidade e beleza, mas só por um tempo.
O que é perfeito retorna à origem de toda perfeição, e os opostos entram em jogo!
Essa é a Verdade!
Pense sobre isto!
Sinais do Absoluto - Nisargadatta




Baralho Maria Padilha O Milagre do Amor

Um lenhador, acostumado ao trabalho árduo de derrubar árvores, terminou casando-se com uma mulher que era exatamente o seu oposto: delicada, suave, capaz de fazer lindos bordados com seus dedos gentis. Orgulhoso de sua esposa, ele passava o tempo todo na floresta, fazendo o seu trabalho, de modo que nada faltasse em casa.
Viveram juntos por muitos anos, tiveram três filhos -que cresceram, estudaram, casaram-se e foram viver em lugares distantes, como, aliás, acontece na maioria das vezes. O casal continuava na mesma cabana, mas enquanto o homem sentia-se cada vez mais forte por causa do seu trabalho, a mulher começou a definhar. Já não bordava mais, perdeu o apetite, não fazia suas caminhadas diárias, e viu desaparecer toda a alegria de sua vida. Seu estado de saúde agravou-se de tal maneira, que já não se levantava mais da cama.
O marido já não sabia o que fazer. Uma noite, quando uma febre alta fez com que o rosto de sua esposa ficasse de uma palidez quase mortal, ele tocou com suas mãos fortes os dedos delicados da mulher, e começou a chorar:
"Não me deixe", dizia, soluçando.
A mulher teve forças para dizer, no meio dos delírios provocados pela febre: "Mas por que você chora?"
Ao que ele respondeu choroso: "Por que eu preciso de você!"
O brilho nos olhos da mulher pareceu retornar:
"E só agora está me dizendo isso? Eu achei que, quando nossos filhos cresceram e partiram, minha vida perdeu o sentido. Você sempre foi tão independente!"
"Eu tinha vergonha de demonstrar meus sentimentos", disse o lenhador. "Sempre achei que não merecia tudo o que fez por mim."
A partir deste dia, a mulher voltou a recuperar sua saúde, recomeçou a andar na floresta e a fazer seus bordados, feliz da vida!




Baralho Maria Padilha O Caminho de Deus

​Lao Shi caminhava ao lado de seu mestre Wang Tei quando perguntou:
- O que devo fazer, Senhor, para ficar mais próximo de Deus?
Wang Tei olhou para ele, sorriu e continuou a caminhar. Depois de alguns instantes de silêncio, o velho mestre pediu que Lao Shi o acompanhasse até o alto de uma montanha. Uma hora mais tarde, ao chegarem ao topo e se aproximarem de um profundo precipício, o sábio tirou uma vela do bolso e pediu que seu discípulo a acendesse. Mesmo sabendo que seria uma tarefa muito difícil, Lao Shi fez várias tentativas. E só parou de tentar quando o sol baixou e a lua já começava a brilhar no céu. - Mestre, aqui venta muito, não vou conseguir - admitiu o desconsolado discípulo.
O mestre caminhou pelo alto do abismo, como se estivesse a pensar, mas, no fundo, queria que Lao Shi meditasse sobre aquele momento de aprendizado:
- Olhe bem ao redor, meu filho - disse ele finalmente - Ali embaixo, na pradaria, poderemos encontrar lugares onde o vento não conseguiria impedir que a vela fosse acesa.
O discípulo fitou a pradaria durante alguns minutos e ficou angustiado. Para chegar até aquela pradaria, precisariam caminhar muitas horas!
- Mas mestre, porque me trouxestes para cá no intuito de me dar essa lição? Porque não me levastes até a pradaria para que eu pudesse cumprir minha tarefa?
O mestre o encarou e segurando-o nos ombros e disse:
- Preste bem atenção, meu filho: assim como terás de caminhar até a pradaria para acender a vela que te dei, para iluminar a chama de Deus dentro de você, terás de caminhar até Ele. Não existe outra forma de libertação, senão essa que diz: "Procura, que acharás!" ou do "Bata que a porta se lhe abrirá!"​.​ No caminho que nos leva ao conhecimento só cabem dois pés, meu filho​, e compreenda de vez que n​ão existe nenhum milagre que possa nos fazer evoluir! Só mesmo o sacrifício é capaz de fazer com que realizemos Deus em nós!
​E depois de algum tempo, já caminhando, o mestre concluiu: - E lembre-se: o sofrimento glorifica Deus em nós!​
​Agora vé e pense sobre isto!




Baralho Maria Padilha O verdadeiro Poder

Venerável Buda encontrou o bandido Angulimal no meio da estrada.
"Comentam que o senhor é um sábio", disse o assassino. "Vim aqui para provar que sou mais poderoso: vou matá-lo".
"Antes de morrer, quero ver o seu poder", respondeu Venerável Buda.
"Corte o galho desta árvore".
Um só golpe da espada e -zás! - o galho estava no chão.
"Agora recoloque o galho na árvore", disse Buda.
"O senhor é maluco! Como eu posso fazer isto?"
"Maluco é o senhor", respondeu Venerável Buda, alegremente. "Pensa que é poderoso só porque é capaz de matar com uma espada: isto qualquer criança pode fazer. Os homens verdadeiramente poderosos são os que sabem curar". Pense sobre isto!




Baralho Maria Padilha Onde Você colocou o Sal?

O velho Mestre pediu ao jovem aprendiz que estava triste, que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.
-’Qual é o gosto?’ – perguntou o Mestre.
-’Ruim’ – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
-’Beba um pouco dessa água’. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
-’Qual é o gosto?’
-’Bom!’ disse o rapaz.
-’Você sente o gosto do sal?’ perguntou o Mestre.
-’Não’ disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
-’A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:
É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.’




Baralho Maria Padilha Vês esta mulher?

Entrando em tua casa, não me deste água para os pés; ela, porém, regou meus pés com lágrimas e os enxugou com seus cabelos.
Não me beijaste; ela, entretanto, desde que entrei não cessa de me beijar os pés!
Não me ungiste a cabeça com óleo, mas ela com bálsamo ungiu meus pés.
Por isso te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou! E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz!
Lucas 7:50




Baralho Maria Padilha O Quarto Rei Mago

Buscaglia nos conta a história do quarto rei mago, que também viu a estrela brilhar sobre Belém, mas sempre chegava atrasado nos lugares onde Jesus poderia estar, porque pobres e miseráveis pediam sua ajuda.
Depois de 30 anos seguindo os passos de Jesus pelo Egito, Galiléia, Betânia, o rei mago chega a Jerusalém. É tarde demais, o menino já se transformou em homem e está sendo crucificado naquele dia.
O rei havia comprado pérolas para Cristo, mas precisou vender quase todas para ajudar as pessoas que encontrou em seu caminho. Sobrou apenas uma pérola, mas o Salvador já está morto.
De joelhos diante do silêncio da Cruz, o Mago pensa:
“Falhei na missão da minha vida, Senhor!”
Neste momento, escuta uma voz: “ao contrário do que pensas, tu me encontrastes durante toda a tua vida. Eu estava nu, e me vestistes. Eu tive fome, e me deste de comer. Eu estava preso, e me visitastes. Eu estava em todos pobres do teu caminho. Muito obrigado por tantos presentes de amor!
Eu estarei sempre contigo!”.




Baralho Maria Padilha A Parábola do Filho Pródigo

Na parábola do Filho Pródigo, o irmão que sempre obedeceu ao pai fica indignado ao ver que o filho rebelde é recebido com festa e alegria. Da mesma maneira, muitas pessoas obedientes à palavra do Senhor, terminam se transformando em carrascos impiedosos daqueles que algum dia se afastaram da Lei.
Na pequena cidade do interior, um conhecido pecador foi impedido de entrar na igreja.
Indignado, começou a rezar:
“Jesus, me escuta! Não querem me deixar entrar em sua casa, porque acham que não sou digno”.
“Não se preocupe, meu filho”, respondeu Jesus.
“Eu também estou do lado de fora, junto aos quais sempre estive: os pecadores como você! Aonde quer que os meus amigos estão, eu estou também!”.




Baralho Maria Padilha As Canções do Espírito

“Oh, meu amigo, ouve com teu coração e tua alma as canções do Espírito, e tem com elas o mesmo cuidado que tens pelos teus olhos!”.
“Pois a sabedoria do céu, assim como as nuvens da primavera, não descerão sobre ti todos os dias”.
“Mesmo que a graça do Todo-Poderoso continue sempre a fluir, há momentos em que uma parte dela é colocada de lado, para que tu possas compreender a suprema misericórdia. Por isso, entende que a nuvem que hoje despeja as bênçãos de primavera não ficará ali para sempre, e procura aproveitar cada gota que cai!”.
“Nem todo oceano tem pérolas. Nem todo ramo floresce. Nem todo rouxinol canta com suavidade!”.
“Então, faz um esforço para ouvir com teu coração e tua alma as canções do Espírito, porque elas chegam e partem!”.
Adaptação do excelente livro de Bahá ‘-U-lláh’, líder espiritual da antiga Pérsia (1817-1892).




Baralho Maria Padilha Escolhendo o Destino

Há muitos anos atrás, vivia um homem que era capaz de amar e perdoar a todos que encontrava em seu caminho.
Por causa disso, Deus enviou um anjo para conversar com ele.
- Deus pediu que eu viesse visitá-lo, e lhe dizer que Ele quer recompensá-lo por sua bondade – disse o anjo.
Qualquer graça que desejar, lhe será concedida. Você quer ter o dom de curar?
- De maneira nenhuma! – respondeu o homem. – Prefiro que o próprio Deus selecione aqueles que devem ser curados.
- E que tal, trazer os pecadores para o caminho da Verdade?
- Isso é uma tarefa de anjos como você. Eu não quero ser venerado por ninguém, e ficar servindo de exemplo o tempo todo.
- Eu não posso voltar para o céu sem ter lhe concedido um milagre. Se não escolher, será obrigado a aceitar um. O homem refletiu um pouco, e terminou respondendo: - Então, eu desejo que o Bem seja feito por meu intermédio, mas sem que ninguém perceba
– nem eu mesmo, que poderei pecar por vaidade!
E o anjo fez com que a sombra daquele homem tivesse o poder de cura, mas só quando o sol estivesse batendo em seu rosto. Desta maneira, por onde passasse, os doentes eram curados, a terra voltava a ser fértil, e as pessoas tristes recuperavam a alegria.
O homem caminhou muitos anos pela Terra, sem jamais se dar conta dos milagres que realizava, porque – quando estava de frente para o sol, a sombra estava sempre nas suas costas. Desta maneira, pode viver e morrer sem ter consciência da própria santidade.
Maktub - Paulo Coelho




Baralho Maria Padilha Aceitação

Um estranho procurou o abade Pastor no mosteiro de Sceta.
– Quero melhorar minha vida – disse ele. – Mas não consigo deixar de pensar em coisas pecaminosas.
O abade Pastor reparou que ventava lá fora, e pediu ao estranho:
– Aqui está muito quente. Será que o senhor podia pegar um pouco de vento lá fora, e trazê-lo para refrescar a sala?
– Isto é impossível! – disse o estranho.
– Da mesma maneira, é impossível deixar de pensar em coisas que ofendem a Deus – respondeu o abade. – Mas se você souber dizer não às tentações, elas não vão lhe causar nenhum mal!




Baralho Maria Padilha Por favor, não se torne uma ovelha!

Não siga ninguém! Não olhe aqui e ali!
Não olhe para nenhum lugar! Pare de procurar!
Pare toda sua imaginação pelo futuro e conceitualização do passado.
Mantenha seu ser neste momento, que é um não-momento! Descubra de onde esse momento vem, de onde o tempo vem, de onde o pensamento surge, e você verá que você sempre esteve em casa!
Você não precisa de mais nada!
Essa é a Verdade!
PAPAJI (Trecho de Satsang)
Traduzido em amor e gratidão por Shanti




Baralho Maria Padilha A Destruição de Atlântida

Por volta de 11.600 antes de Cristo, Atlântida era uma grande Ilha.
Muitos de seus habitantes cultuavam Deus e frequentavam o Templo da Fraternidade Branca, onde os sete Raios Sagrados e seus ascensionados Mestres eram profundamente reverenciados.
Atlântida era muito desenvolvida e contava com muitos astrônomos e meteorologistas renomados, que controlavam os ventos e as águas.
Com o suporte de engenheiros autodidatas, a cidade foi minuciosamente planejada e construída.
Próximo ao continente no qual Atlântida estava localizada, ficava o Continente da Lemúria. Mas lemúria não era tão avançada e seus habitantes buscavam os Templos da Fraternidade Branca, com o objetivo de obter cura para seus males, tando físicos quanto espirituais. Os lemúrios não tinham acesso à fé nem muito menos aos deuses. Por saberem ser os atlantes mais avançados e privilegiados que eles, os lemúrios os invejavam profundamente.
E devido a certos problemas advindos de situações geradas por esse ódio e inveja inconfessos, os lemúrios começaram a praticar a magia contrária àquela exercida pelos atlantes: a Magia Negra.
A princípio seus nocivos efeitos não foram sentidos. Mas algo em torno de dez anos depois, os atlantes começaram a negligenciar a religião e a adoecer mais facilmente. Os deuses tentaram alertá-los de várias formas, para que se mantivessem vigilantes, mas foram completamente ignorados. Logo, armas começaram a ser fabricadas e os animais começaram a se esconder, temerosos dos humanos. Certa manhã, muitos habitantes notaram ventos estranhos e águas que brotavam nas ruas. Os meteorologistas foram avisados, mas também não conseguiram decifrar o enigma. Porque as águas não se mantinham dentre as suas comportas, como sempre estiveram? Porque os ventos sopravam com tanta força, vindos de uma direção completamente desconhecida até então?
Esses fatos começaram a ocorrer e jamais pararam, causando sérios transtornos em toda Ilha.
Numa reunião de emergência, os deuses notificaram aos anciãos dos Templos, que Atlântida estava prestes a sofrer um sério cataclismo, que a faria afundar no oceano, para nunca mais emergir!.
As sete Chamas Sagradas, que são as Chamas Azul, Amarela, Rosa, Branca, Verde, Rubi e a Violeta, deveriam ser levadas para um outro continente.
E assim, muitas caravelas saíram de Atlântida, tomando um rumo traçado pelos deuses. Chegando num lugar deserto, um rio foi criado (o Rio Nilo) e, logo depois, uma esfinge, que começou a ser construída, com sua face voltada para a Constelação de Leão.
(na época dos Faraós do Egito, os astrólogos se perguntavam porque foi erigida uma esfinge com cara de Leão , voltada para a Constelação de Touro! A datação feita pela NASA, prova que o topo da pirâmide principal é de 11.00 ac) Os maquinários que trouxeram, lhes permitiram edificar três pirâmides e estabelecerem-se no lugar. (Engenheiros não solucionaram até hoje os problemas logísticos implicados no levantamento de pedras de tal magnitude. Teria sido impossível movê-las manualmente e colocá-las com tal perfeição, cimentadas entre si, na pequena área de trabalho)
Pouco tempo depois, Atlântida sofreu um terremoto devastador, que a fez afundar no oceano para sempre! Platão ainda pode ver alguns resquícios dessa Civilização que se perdeu.
..."Ocorreram impressionantes terremotos e inundações e sobrevieram um dia e uma noite horríveis, quando a ilha de Atlântida foi tragada pelo mar e desapareceu. Naquele local, o oceano tornou-se agora intransponível e insondável.", escreveu Platão.
Interessante, não é?
Eliane Arthman




Baralho Maria Padilha A Peregrinação de Narada

O sábio hindu, Narada, empreendeu sua peregrinação ao templo de Vishnu. Certa noite, pediu abrigo numa humilde choça e o casal que o acolheu, pediu-lhe que rogasse ao Senhor Vishnu que lhe desse um filho.
Chegando ao Templo, diante do Senhor, ele pediu para que o casal pudesse ter um filho. Mas Vishnu respondeu: "Não é destino desse casal ter um filho!"
Humildemente, Narada cumpriu sua devoção e voltou para casa. Cinco anos mais tarde ele empreendeu uma nova peregrinação e pediu abrigo ao mesmo casal. Mas, desta vez, ele notou, em frente à casa, duas lindas crianças a brincar.
Vendo sua estranheza, o casal esclareceu que uns cinco anos antes, logo depois de ele ter deixado a choça, um santo asceta também pedira abrigo. E sem que nada tivessem falado, o santo asceta os abençoara dizendo que teriam dois filhos. E assim puderam conceber!
Ao chegar ao Templo do Senhor Vishnu, Narada relatou sua admiração quanto ao destino do casal que ele pensara nunca poder conceber filhos.
Ouvindo isso, Senhor Vishnu riu-se e comentou:
"Isso deve ter sido trabalho de algum Santo! Só os Santos, através de seus muitos merecimentos, tem o poder de mudar os destinos neste mundo!"




Baralho Maria Padilha O Mendigo com Fome

Um monge meditava no deserto, quando um mendigo se aproximou:
“Preciso comer, Senhor! Dê-me um pedaço de pão!”, pediu o mendigo.
“Vá até a cidade e peça aos outros”, disse o monge, incomodado com aquela presença inesperada. “Estou tentando comunicar-me com os anjos e você está me atrapalhando”.
Nesse instante, o mendigo falou entristecido:
“Deus se colocou debaixo do homem, lavou seus pés, deu Sua sagrada vida em prol da libertação do mundo e legou a Luz da infinita Paz àqueles que O crucificaram e esqueceram– mas mesmo assim, ninguém o reconheceu”, continuou o mendigo.
“Aquele que diz amar a um Deus invisível, e esquece seu irmão visível, está mentindo!”.
E o mendigo transformou-se num anjo.
“Que pena! Você quase conseguiu encontrar o caminho!”, comentou antes de partir.




Baralho Maria Padilha Hipátia

Hipátia era filha de Téon de Alexandria, um renomado filósofo, astrônomo, matemático, autor de diversas obras e professor em Alexandria. Criada em um ambiente de idéias e filosofia, tinha uma forte ligação com o pai, que lhe transmitiu, além de conhecimentos, a forte paixão pela busca de respostas para o desconhecido. Diz-se que ela, sob tutela e orientação paternas, submetia-se a uma rigorosa disciplina física, para atingir o ideal helênico de ter a mente sã em um corpo são.
Aos 30 anos já era diretora da Academia de Alexandria, sendo muitas as obras que escreveu nesse período.
Um dos seus alunos foi o notável filósofo e bispo Sinésio de Cirene (370 - 413), que lhe escrevia freqüentemente, pedindo-lhe conselhos. Através destas cartas, sabemos que Hipátia desenvolveu alguns instrumentos usados na física e na Astronomia, entre os quais o Hidrômetro. Obcecada pelo processo de demonstração lógica, quando lhe perguntavam porque jamais se casara, respondia que já era casada com a verdade!
O seu fim trágico se desenhou a partir de 412 dc, quando Cirilo foi nomeado Arcebispo de Alexandria, título de dignidade eclesiástica, usado em Constantinopla, Jerusalém e Alexandria. Ele odiava Hipátia, por sua sabedoria e cultura que, para a igreja primitiva, representava o paganismo.
Apesar das ameaças de Cirilo, ela continuou seu trabalho, como diretora da Biblioteca de Alexandria, até que no ano de 415 dc, foi cercada por monges, paroquianos e seguidores de Cirilo, despida e esfolada até a morte, com cacos de cerâmica. Seus restos foram queimados, suas obras completamente destruídas e Cirilo canonizado!
Abaixo, uma de suas frases: "Governar acorrentando a mente através do medo de punição em "outro mundo" é tão baixo quanto usar a força!".




Baralho Maria Padilha Castañeda e seu mestre Dom Juan

Um feiticeiro mexicano conduz seu aprendiz pela floresta. Embora mais velho caminha com agilidade, enquanto seu aprendiz escorrega e cai a todo instante.
O aprendiz blasfema, levanta-se, cospe no chão traiçoeiro, e continua a acompanhar seu mestre.
Depois de longa caminhada, chegam a um lugar sagrado. Sem parar, o feiticeiro dá meia-volta e começa a viagem de volta.
“Você não me ensinou nada hoje!”, lamenta-se o aprendiz, levando mais um tombo.
“Ensinei sim, mas você parece que não aprende!”, responde o feiticeiro. “Estou tentando lhe ensinar como se lida com os erros da vida”.
“E como lidar com eles?”
“Como deveria lidar com seus tombos. Ao invés de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que lhe provocou a queda”.




Baralho Maria Padilha Venerável Krishna​

Eu sou o sabor da água, a luz do Sol e da Lua, a sílaba om nos mantras védicos!
Eu sou o som no éter e a habilidade no homem! Eu sou a fragrância original da terra e sou o calor no fogo, a vida de tudo o que vive e sou as penitências de todos os ascetas! Eu sou a semente da qual se originam todas as existências, sou a inteligência dos inteligentes e o poder de todos os homens poderosos!
Eu sou a força dos fortes, desprovida de paixão e desejo! Eu sou a vida sexual que não é contrária aos princípios religiosos!
Fica sabendo que todos os estados de existência – sejam eles em bondade, paixão ou ignorância – manifestam-se por Minha energia! Em certo sentido, Eu sou tudo, mas Eu sou independente! Eu não estou sob a influência dos modos da natureza material, porque eles, ao contrário, estão dentro de Mim! Iludido pelos três modos, o mundo inteiro não conhece a Mim, que estou acima dos modos e sou inesgotável! Esta Minha energia divina, que consiste nos três modos da natureza material, é difícil de ser suplantada!
Mas aqueles que se renderam a Mim podem facilmente transpô-la!
Eu Sou o Venerável Krishna! Hare, Hare!!





Baralho Maria Padilha Venerável Buddha disse:

"O riacho flui por si mesmo, assim deixe-o fluir!". Nada é permanente!
A vida é um fluxo.
É impossível pisar duas vezes no mesmo rio porque o rio fluiu; tudo mudou!
E não somente o rio fluiu, você também fluiu.
Você também é diferente, você também é um rio fluindo!
Pense sobre isto!












Baralho Maria Padilha Prece feita por São Francisco de Assis (1182 - 1226)

Grande Luz do Universo, foco gerador de todas as coisas, Vida que desprende Vidas em sucessões infinitas nos caminhos da Eternidade!
Escuta, por piedade, a voz que fala pela Tua Graça, que canta pela Tua bondade, que vibra pelo Teu querer!
Sinto, Pai de Amor, o Teu corpo ciclópico da Criação e, dentro dele, vejo bailar mundos e sóis e, ainda mais, uma gama de coisas que a razão desconhece, até mesmo a intuição desvanece diante da Tua grandeza inconfundível!
Quero buscar-Te nestes momentos de súplica, aprender a falar contigo, sem as lamentações que, por vezes, caracterizam o ser humano; quero ouvir-Te com a humildade que nem sempre se manifesta em meu íntimo; quero entender-Te pelo que podes me falar, na extensão de Tua Luz, que me banha a alma imperfeita e despida de Amor!
Sei que me chamaste para um trabalho de cunho divino, junto ao clima humano, que intenta, por natureza inferior, apagar a Luz dos dons espirituais...
Antes, porém, quero acordar do sono que a nossa natureza inferior nos impõe, levando-nos a esquecer as belezas da alegria, a grandeza da bondade, o esplendor da renúncia e o encanto da humildade!
Não deixes, Senhor, que caiamos em novas tentações, e que o vigor sublimado do Teu coração se faça em nossas vidas sempre e sempre!
Quero que me permitas conhecer a mim mesmo, para entender melhor o Teu querer.
Não deixes, Senhor, que eu pense o que não deve ser pensado, que eu fale o que não dever ser falado, que eu faça o que não deve ser feito.
Jesus, Mestre de Amor, mesmo que daqui eu me vá, permita-me aqui permanecer, junto àqueles que me deram muita alegria e segurança, que são as ovelhas que me confiaste e que estão espalhadas pelo mundo todo!
Observo, Senhor, que elas trabalham mais do que eu e que amam mais do que eu posso amar. Sei que elas perdoam mais do que eu e entendem a Caridade mais do que este, que nada é diante delas!
Abençoa, Mestre, a todas e, se possível for, que a minha parte lhes seja dada!
Sabendo disso, a minha alegria será maior.
Sinto o calor do Sol, cujos raios benfeitores beijam a Terra, em uma profusão de Luzes que despertam vidas. Sinto a harmonia, do Teu Cântico e a Paz do Teu Amor!
Francisco de Assis




Baralho Maria Padilha Buda Cristão

Um dos monges do mestre Gasan visitou a universidade em Tokyo. Quando ele retornou, ele perguntou ao mestre se ele jamais tinha lido a Bíblia Cristã.
"Não," Gasan replicou, "Por favor leia algo dela para mim."
O monge abriu a Bíblia no Sermão da Montanha em São Mateus, e começou a ler. Após a leitura das palavras de Cristo sobre os lírios no campo, ele parou.
Mestre Gasan ficou em silêncio por muito tempo, emocionado com aquelas palavras, que lhe tocaram o coração: " Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados...
"Sim," ele finalmente disse, "Quem quer que tenha proferido estas palavras é um ser iluminado! O que você leu para mim é a essência de tudo o que eu tenho tentado ensinar a vocês aqui!"




Baralho Maria Padilha A Lenda de Wesak

Wesak é um pequeno vale, pouco abaixo do Tibet, nos Himalaias. Lá existe um local rodeado de montanhas, exceto para o nordeste, onde existe uma estreita abertura. Esse grande descampado entre as montanhas tem forma de uma garrafa com o pescoço abrindo-se para o sul. Não há árvores ou arbustos nessa clareira, que é coberta por um tapete natural de musgo, ervas rasteiras e grama. No extremo norte da abertura, há uma grande pedra plana, que se assemelha a um altar, onde descansa um pote de cristal cheio d'água, ornamentado por paramentos de ouro finamente lapidados e por guirlandas de flores de lótus. Toda a região é previamente preparada para que os fluidos possam estar de acordo com as divinas presenças que farão parte do ritual que se aproxima. Depois que todos chegam, Seres especialmente dotados, alteram o cenário, retirando todas as mentes daquela dimensão e as colocando em outra, de divina atuação, para que o aprendizado possa se dar sem interferências das camadas mais baixas da espiritualidade.
Já na segurança de outra dimensão, os Senhores Mestres Intermediadores entre o mundo da forma e o mundo da sintonia fina do Espírito, abrem as janelas que separam um mundo de outro, enquanto muitos Anjos entoam cânticos tão belos, que seus maviosos acordes conseguem retirar todas as mágoas, dores e misérias que cada um traz dentro em si, causando profunda comoção coletiva.
Mesmo os que não são dotados de visão espiritual vêem claramente a movimentação dos Seres Iluminados. Ali se reúnem os que estão presentes em corpo físico e, também, os que estão em estado de sonho.
Ao aproximar-se o momento da lua cheia (plenilúnio de touro), produz-se uma quietude mágica entre a multidão e todos voltam sua atenção para o nordeste, onde Espíritos plenos em Potência de Luz Divina se mobilizam na criação de uma substância chamada ectoplasma, que auxiliará na materialização dos que vêem celebrar o evento.
Uma luz começa a surgir no horizonte e Jesus vai se materializando, como se estivesse saindo de um fogo em forma de arco-íris. Seu manto é de um branco puro e reluzente e Seus cabelos lhe caem pelos ombros em ondas.
Em Sua mão está o Cetro do Poder, que só Ele pode tocar, o Mestre de todos os Mestres e que lhe foi dado por Seu Pai. Em cada extremo deste Cetro há uma grande empunhadura de diamante, que irradia uma aura azul e alaranjada de grande beleza.
Jesus ergue o Cetro e o céu se abre, pela força da Graça que o Seu divino Amor exerce sobre todos os elementos. Sua graciosa invocação causa uma estupenda emoção em todos os presentes e essa energia balsâmica faz com que todos os joelhos se curvem diante de Seu imenso Amor.
Em seguida, Jesus coloca o Cetro em cima do altar, pega o jarro de cristal cheio de água e o ergue.
O silêncio envolve todo o Universo. Estão todos curvados, com os olhos úmidos a fitar Sua divina Face de Anjo humilde do Senhor.
- Pai!
O céu está aberto e todos os mundos ouvem aquele chamado, pois que não há em todo o Universo Espírito como o d'Ele, que é Amor, a substância com a qual todos os mundos foram criados.
- Sê Bendito, Filho Meu!
A profunda voz de Deus se faz ouvir. Seu Filho quis essa forma de comunicação, para que os viventes do mundo da forma pudessem ouvi-lo e compartilhar desse diálogo entre Pai e Filho.
- Que essa água possa conter cada gota do meu suor, cada lágrima que meus olhos verteram e o sangue dos meus martírios!
Todos O ouvem emocionados e tocados com Sua humildade. Ele continua em Sua divina rogativa:
- Vou lançar no córrego que aqui corre um pouco dessa água, meu Pai, para que o meu amor possa envolver o mundo. A água desse córrego irá para o rio, a água do rio irrigará as lavouras, moverá os moinhos, correrá para o mar; será vapor, depois nuvem e chuva...
Ele faz um pedido a Seu Pai, pois não quer, Ele mesmo, transformar os elementos. Quer união de todos, a presença de todos, a força Una a movimentar o mundo.
- Assim eu poderei estar em cada ser vivente, meu Pai! Quanta alegria poder encher seus espíritos com o meu Amor!
- Alguns ainda não puderam conhecer a Verdade, Pai, mas o meu Amor lhes mostrará o caminho até diante dos Teus divinos olhos.

As Hierarquias celestes se movimentaram, transformando as palavras do Mestre em fluidos radiantes, que começaram a envolver o mundo, numa aura de raios infinitamente brancos, ladeados pelos Raios azuis e rosa.
- Todos os que estiverem cativos de si mesmos, os cegos de espírito, os incrédulos e os que sofrem, possam clamar por mim, meu Pai! Que eles possam arder em meio a chama desse Amor que nos une, Senhor!
Maviosas canções continuam a envolver os corações. São sussurros das divindades, que louvam o Seu Senhor.
- Meu Pai, que o meu Amor possa iluminar todos os infernos! Que onde quer que os cativos do mal se encontrem, possam receber a minha benção! Que tenham certeza do meu Amor!
É a Sua emoção de Mestre que precisa deixar o discípulo aprender pela dor, quando o Amor é esquecido.
- Que os meus braços cheguem até lá, meu Pai, nesse momento de tanta Graça e Luz!
Que a Tua bondade permita hoje aos Espíritos de Boa vontade, que trabalham em meu nome, derramarem em todos os abismos, os ungüentos necessários às suas dores!
- Misericórdia, Pai, para todos eles! É tudo que eu, Teu Filho dileto Te pede de alma e coração!
E Deus, de infinito amor e sabedoria, responde a Seu Filho.
- Seja feita a Tua vontade, Filho Meu. Pois todos nós nos curvamos diante de Ti, não importa onde estejamos. No céu, na Terra e nos infernos, todos nos rendemos ao Teu Amor e a Tua vontade!
No horizonte, esplendorosa Luz começa surgir. É o Venerável Buda, Senhor da Sabedoria e da Compaixão que se materializa e se põe a abençoar o mundo. Essa benção é maravilhosamente excepcional, pois o Venerável Buda tem acesso aos planos da natureza que não se encontram ao alcance da humanidade e é o único que pode transmutar e transferir para a nossa dimensão a energia dos mundos superiores. Sem a Sua graciosa intercessão, não se poderia perceber tão elevada movimentação espiritual nos planos físico, emocional e mental. A energia do Venerável Buda, permite que a vibração de Seu irmão Jesus, possa circular por todos os canais, mentais e físicos, levando alento e paz aos que ainda estão incapacitados para recebê-la.
Pensem sobre isto!




Baralho Maria Padilha O Mito da Caverna (Platão)

Era uma vez um grande grupo de pessoas que vivia dentro de uma caverna, voltados para o fundo emparedado dela. Num certo lugar havia uma pequena fresta que deixava passar uma restia de luz e de sombra. Muitos daqueles que ali viviam gostavam de ficar ali vislumbrando a dança da sombras e das luzes que se insinuavam nas paredes.
Certo dia, uma criança ali chegou e se encantou com aquilo. Passou a infância e a adolescência brincando por ali, sempre se sentindo muito feliz em ver aquela "Dança da Luz" nas paredes.
Mas um certo dia, depois de passsar a manhã inteira observando as luzes, ele resolveu buscar uma saída pelo outro lado da caverna, para encontrar a fonte daquela beleza ainda desconhecida para ele. Passou uma noite e uma manhã tentando achar uma saída e, quando já se julgava completamente perdido, viu a entrada da caverna iluminada. Correu para fora e viu algo no céu que o encantou. Era algo redondo, docemente iluminado, cercado de pontos de luz que ele não soube definir o que eram. Ali mesmo, embevecido com aquela beleza, ele chorou emocionado. A lua e as estrelas iluminando o céu azul claro do finalzinho de tarde foi demais para ele.
Depois de comer algumas frutas que encontrou pelo caminho, ele adormeceu numa pequena fresta aberta numa grande árvore.
Pela manhã, o sol pôs-se a aquecê-lo, o que o fez acordar assustado, dando um pulo para fora da árvore. Era o céu azul e um brilhante sol a saudá-lo. Ele não sabia o que era, mas agradeceu a Deus por permití-lo "ver" aquele espetáculo de luz e cor. Durante semanas ele ali ficou, banhando-se nas cachoeiras, descendo alegremente pelas pedras, levado pela correnteza, tocando nas árvores, nas flores, observando os pássaros e sentando-se na relva para ouví-los cantar.
Depois dessas semanas de aventura, ele fez o caminho de volta.
E chegando, foi cercado por todos, que queriam saber o que havia acontecido com ele. E ouviram durante dias, admirados, tudo o que ele tinha visto e vivenciado.
Mas ao encerrar sua narrativa, os anciãos se reuniram para decidir sobre aquilo que ele falara e, acusando-o de mentiroso e louco, mataram-no friamente, por não acreditar naquelas "tolices" que ele lhes havia contado.
"Com essa alegoria, Platão divide o mundo em duas realidades:
a 'sensível', que se percebe pelos sentidos, e a 'inteligível' (o mundo das ideias). O primeiro é o mundo da imperfeição e o segundo encontraria toda a verdade possível para o homem. Assim o ser humano deveria procurar o mundo da verdade para que consiga atingir o bem maior para sua vida. Em nossos dias, muitas são as 'cavernas' em que nos envolvemos e pensamos ser a realidade absoluta".
Pensem sobre isto!




Baralho Maria Padilha A reflexão
Texto de um monge do século 14:

Apenas uma pequena parcela de nosso conhecimento está nos tratados, nos livros, nas teses escolásticas.
A parte mais importante, porém, habita toda e qualquer alma pura, que se delicia nos mistérios - e bebe da fonte do desconhecido, sem tentar explicá-la. Para conhecer essa fonte, é preciso lembrar-se de coisas da infância, e olhar tudo que se passa à nossa volta com uma visão espiritual, densa, alegre. As pessoas falam de sonhos como algo que se desmancha no ar, como uma nuvem. Se percebessem que a nuvem não se desmancha, mas se transforma e se transmuta em chuva, então entenderiam melhor o que quero dizer. Antes de ser realidade, a realidade deverá ser um sonho!
Essa é a Verdade Suprema!




Baralho Maria Padilha Reflexo da Lua na Água (Aoi Kuwan)

O monge Yuse era um homem tão bonito que uma mulher se apaixonou por ele. A mulher era casada, e esse amor proibido a atormentava.
Apesar dos conselhos da mãe, ela não pode deixar de amá-lo e acabou ficando doente.
Foi refugiar-se na casa da mãe, e esta suplicou ao monge Yuse que tentasse curá-la. Assim, Yuse passou a ir todos os dias à casa dela para ensinar-lhe os sutras. A pouco e pouco, a mulher recuperou a saúde; mas um dia, os dois cederam ao desejo do amor…
Com isso, Yuse infringiu dois preceitos importantes: manteve relações com uma mulher casada e, por amor dessa mulher, cometeu um assassínio, matando-lhe o marido.
Cheio de remorso e temor, foi confiar-se ao Venerável Buddha, que o tranquilizou e prometeu dar-lhe o poder do não-medo.
E, assim, Venerável Buddha assumiu a postura de orientador e, depois, outras posturas; assumiu múltiplas formas, como a de um monstro, um Anjo, um demônio, um hipócrita, um santo, e tantas outras formas, diante de Yuse, provando que todos os fenômenos são como sombras num espelho ou como o reflexo da lua sobre o rio.
As pessoas estúpidas sofrem por causa do seu espírito cheio de ilusões, loucuras e receios; mas tudo são imagens num espelho, como reflexos da lua na água. Ilusões da consciência não têm existência real!
E por esse ensinamento do Venerável Buddha, Yuse pode libertar-se de si mesmo. Percebeu que, até aquele dia, sua vida fora como um sonho, e que existia uma vida autêntica, profunda, além do sonho e além de todas as impressões que ele concebia em sua miserável condição humana.
Ele compreendeu que através da força de seu sincero arrependimento, poderia mudar a realidade de sua própria vida! Descobriu a vida como quando se descobrem as imagens de uma película depois de revelada. Compreendeu-a e obteve a iluminação do não-nascimento e, assim, da imortalidade... Compreendeu que tudo o que nasce, morre e tudo aquilo que se obtém, se perde! Mas a alma jamais morre! O que morre e padece é apenas o corpo! Viu o que há antes do nascimento, viu a origem da vida e perdeu todo o medo que o desequilibrara até o momento. O Venerável Buddha lhe ensinou a arte do "não pensar", dando-lhe, por consequência, o 'dom' da percepção extra-sensorial.
- Por onde entra a tentação? - perguntou o Venerável Mestre
- Ah, Senhor, creio que seja pelo pensamento! - respondeu o obediente Yuse
- E por onde entram todos os tormentos que permeiam a humanidade?
- Pelo pensamento também, Senhor! Tenho certeza disso! - afirmou o jovem
- Então afaste qualquer pensamento que seja e funda-se ao grande Ser! Seja feliz, Yuse, seja muito feliz! - disse o Mestre sorrindo.
Pensem sobre isto!




Baralho Maria Padilha Oração de Davi

Ouve, Senhor, a justiça. Atende ao meu clamor! Dá ouvidos à minha oração, que não é feita com lábios enganosos.
Saia a minha sentença de diante do teu rosto; atendam os teus olhos à razão.
Provaste o meu coração; visitaste-me de noite; examinaste-me, e nada achaste; propus que a minha boca não transgredirá.
Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; e me satisfarei da tua semelhança quando acordar.
Salmos 17:15













Baralho Maria Padilha Forjar a Imagem (Aoi Kuwan)

Seigen e Nagaku foram dois grandes discípulos do mestre Eno, o sexto patriarca. Seigen, um dia, perguntou a Nangaku:
– Que significa forjar a imagem?… Onde desaparece a luz? Isso coloca o delicado problema da consciência durante o aprendizado.
Mestre Nangaku, bondoso e sábio instrutor, sorriu e respondeu:
– A mesma coisa acontece na tua vida, meu jovem! Hoje, depois de tantos anos de aprendizado, já tendo esquadrinhado alguns dos sagrados mistérios que regem o Universo, me diga: o que resta da tua infância?
O discípulo permaneceu em silêncio, tentando assimilar mais aquele aprendizado. Ele sabia, do fundo de sua jovem alma de aprendiz, que apenas seu corpo nascera. Sua alma sempre permanecera íntegra, através da Eternidade, absorvendo, mais e mais, em cada oportunidade cedida por cada corpo no qual pudera habitar, os divinos ensinamentos de seus amados Mestres. O próprio Universo fora seu Mestre! Apesar de saber que um dia fora uma criança, ele não tinha mais nenhum contato com ela, a criança, como se aquela lembrança fizesse parte de uma outra encarnação! Nesse momento, o dedicado monge compreendeu a Verdade
E depois de alguns instantes ele respondeu:
– Ainda que não devolvesse imagem alguma, o espelho não enganaria ninguém. Mesmo na escuridão, a 'essência' estará presente do outro lado do espelho! Essa é a Verdade Suprema!
Pensem sobre isto!




Baralho Maria PadilhaEntendendo através das Palavras

Um monge aproximou-se de seu mestre, que meditava no pátio do Templo à luz da lua.
- Mestre - chamou ele - aprendi que confiar nas palavras é ilusório... E diante delas, o verdadeiro sentido surge através do silêncio. No entanto, vejo que as recitações e os Sutras são feitos de palavras e que o ensinamento é transmitido pela voz. Se o aprendizado está além dos termos, porque as expressões linguísticas tentam defini-lo?“
O velho sábio interrompeu sua meditação, feliz pela possibilidade de instruir o jovem discípulo: - As palavras são como um dedo apontando para a Lua, meu jovem. Preocupe-se em saber olhar para a Lua e não se preocupe com o dedo que a aponta!
O monge meditou alguns instantes sobre o que acabara de ouvir.
- Mas eu não posso olhar a Lua, sem precisar que algum dedo alheio a indique? - perguntou
O mestre sorriu diante da pergunta do discípulo:
- Pode, sim! - confirmou o mestre - Assim tu o farás eternamente, pois ninguém mais pode olhar a lua por ti! O velho sábio aguardou alguns instantes, até que o dedicado aprendiz assimilasse bem o que acabara de ouvir e continuou:
- As palavras são como bolhas de sabão: frágeis e inconsistentes, desaparecem quando em contato prolongado com o ar - uma transcendente Luz emanava dos olhos do mestre, enquanto ele falava - A Lua está, sempre esteve e estárá à vista dos homens. Aprenda que o ensinamento e o aprendizado são eternos e completamente revelados. As palavras não podem revelar o que já está revelado desde a Criação!”
O jovem monge estava encantado com a luz que coroava seu mestre e se perguntava de onde essa misteriosa irradiação provinha... Só podia ser de sua alma milenar!
- Então, mestre, por que os homens precisam que lhes seja revelado o que já é de seu conhecimento?
O mestre, contemplando o céu, feliz por aquela oportunidade de esclarecer a Verdade, respondeu:
- Porque da mesma forma que ver a Lua todas as noites faz com que os homens se esqueçam dela pelo simples costume de aceitar sua existência como fato consumado, assim também os homens não confiam na Verdade já revelada pelo simples fato dela se manifestar em todas as coisas, sem distinção! Novamente ele aguardou que o discípulo assimilasse seu ensinamento e, depois continuou:
- Desta forma, as palavras são um subterfúgio, um adorno para embelezar e atrair nossa atenção, para que possamos assimilar melhor aquilo que nos auxiliará na compreensão da Verdade! E como qualquer adorno, pode ser valorizado mais do que é necessário.”
O mestre ficou em silêncio durante algum tempo. Então, de súbito, simplesmente apontou para a lua. E sorriu junto com seu jovem discípulo.
Autor Desconhecido




Baralho Maria PadilhaMaria desceu de uma estrela e pairou sobre mar.
Foi assim que a vi pela primeira vez.
Ela passou as mãos em suas longas saias e logo estas se fizeram em vários tons e nuances do Azul do Mar.
Seus olhos pousaram sobre os meus, como num cumprimento milenar e rimos uma da outra!
Éramos, eu e ela, como as notas de uma mesma canção!
Ora Maria era Verão, ora Outono, ora Sentimento, ora Emoção.
Logo, Maria fez um gesto largo e o mar secou inteiro, se tornando mata virgem, onde o silêncio espreitava e enlevava a alma.
Pude ‘ver' por entre as árvores, milhares de seres que abriram mão de regalias e de muitos merecimentos já adquiridos,
para ali estarem a ‘vibrar' pela Paz e pela Harmonia do planeta.
De seus espíritos jorravam muitos fachos de poderosa e sublime luz!
Novamente ela ergueu seus braços e, num suave movimento das mãos, fez surgir uma clareira,
onde colocou enormes poças d'água, sendo que algumas delas, cheias de águas pútridas.
Logo, o céu fundiu-se com a Terra e as Estrelas que rutilavam nele, passaram a rebrilhar nas poças d'água,
fazendo-me perder a noção do que era Céu, Terra, Brilho ou Escuridão.
Maria pediu-me, então, que lhe dissesse onde estavam as poças com as águas pútridas e eu, emocionadíssima com aquele espetáculo de luzes, não consegui responder-lhe!
Tudo ali era Alquimia e Transformação! Para onde quer que eu olhasse, podia ver o Universo a pulsar diante dos meus miseráveis sentidos!
Ela me disse que a Luz está sempre em todos os lugares, nas mansões ou nos casebres, nos lugares asseados ou nos lodaçais infectos!
Maria foi até uma das poças d'água e com as duas mãos, jogou água para o alto, espalhando-a sobre todo aquele cenário criado por ela.
Quando a água que ela jogou para o ar tocou o solo, este tornou-se novamente Mar.
Maria sorriu em sinal de despedida, caminhou por sobre algumas ondas e desapareceu na linha que divide a Terra do Céu!
Maria é Mar iluminado pela luz da Lua Cheia e estrada permeada por violetas azuis, mescladas com o amarelo vivo dos girassóis!
O Nome de Maria – Eliane Arthman





Baralho Maria PadilhaMaria vivia no mundo dos sonhos, acendendo as luzes de Universos paralelos. Ela colocava a Lua no céu e trazia as Estrelas para mais perto da Terra quando a vi pela primeira vez. Ela sorriu ao notar que eu a vira e com um delicado gesto fez surgir uma bolha de sabão em sua mão direita que tinha o exato formato do Planeta Terra, com todos os seus Continentes e profundos mares azuis.
Sorrindo, ela a soprou delicadamente, para que ela flutuasse lindamente no Céu azul, reluzindo sob a dourada luz do Sol! Todos nós que pudemos assistir a este espetáculo maravilhoso nos sentimos imensamente felizes!
Logo, ela sacudiu as saias de seu vestido feito de nuvens, fez surgir flores de todas as cores e colocou-as junto às veredas, só para alegrar aos que por ali passassem.
Certo dia, o Senhor do Si a chamou e ela caminhou por sobre as mansas águas do Mar até lá junto a linha do horizonte. Ele, então, a reteve sob as Suas brancas asas e a levou para o Seu divino Reino.
Tempos depois, Maria retornou e pudemos vê-la caminhar, feliz!, por sobre as águas do Mar.
Ela se tornou, então, Maria do Mar que recebia em suas mansas águas o Sol, a Lua, as Estrelas e, também, todo o Universo!
Hoje, Maria é a Luz que guia os navegantes nas noites escuras de tempestade e é a Esperança de um dia voltar, que permeia o coração de todos aqueles que se perderam no Mar!
O Nome de Maria - E.Arthman





Baralho Maria PadilhaMaria acabara de descer de uma estrela, quando o Sol estava nascendo no horizonte.
Ela se acostumara ao Silêncio e ao Ser e, por isso, visitava a terra sempre nas primeiras horas da manhã.

E, sempre que podia, ela pairava no Universo e zelava pelo brilho das noites de inverno, para que os viajantes não se assustassem ou se perdessem na escuridão.

Maria é a suavidade dos primeiros raios de Sol que tocam a Terra nas manhãs primaveris e a benção que envolve o maravilhoso brilho da lua nas Noites invernais!


O Nome de Maria - E.Arthman






Baralho Maria PadilhaMaria caminhou através da noite escura de sua alma, agoniada e pensativa...
Ela voltara a ter reflexo, idade, nome, passado e identidade!
Desacostumara de ser “humana”, depois de milênios manifestada como “energia”!
Não poderia mais ficar impune, justificada por sua própria ignorância, imunizada contra as guerras que se travavam entre o certo e o errado, entre a razão e a loucura!

Silenciosa ela assistiu suas milhares de manifestações no corpo físico, nas quais fora de “vilãs” à “mocinhas” virginais!

Maria concluiu, então, que submeter-se à vida e ao corpo, era prova de coragem e de obediência para todos os seres da Criação, num sagrado exercício de humildade!
Ela aceitou, feliz, sua atual condição energética, na qual trajava-se nas cores vermelha e negra, sem obrigar-se a ser discreta e tímida!

Maria trabalhava em nome do Senhor do Amor, que lhe iluminava e instruía o coração e a doce presença d'Ele envolvia, de forma singela e sutil, a todos os que se consultavam com Maria, no Centro Espírita onde ela se manifestava.

Felizes, todos sentiam que seus corações pulsavam na mesma sintonia do grande Ser e que o Seu sagrado coração, que rege o Universo, pulsava, delicadamente, no peito de todos eles! E, assim, anônimamente, se espalhava pelo mundo, numa fulgurante ciranda de Luz e de Amor!
O Nome de maria – E.Arthman





Baralho Maria PadilhaMaria caminhou pelo roseiral, até a linha que divide a Terra do céu e subiu pelos degraus de brumas, que ficara a tecer a noite inteira.
Lá no topo, junto ao Infinito, a Senhora dos Cabelos ao Vento a aguardava.
Sua radiosa face era ornada por uma coroa de águas azuis, cercada por brancas espumas do mar.
Numa de Suas mãos corria um rio de águas límpidas e na outra o planeta Terra girava graciosam ente,
na forma de um brilhante globo azul e branco.
Maria beijou as luminescentes vestes da Senhora e escutou-a falar durante horas, num idioma que só os que estivessem num estado alterado de consciência poderiam entender.
Logo, o Céu fundiu-se com o Mar e uma terrível tempestade se formou!
Sem abalar-se, Maria enfrentou os ventos, pois havia aprendido a doutrinar as tormentas, naquelas poucas horas em que estivera a ouvir a Senhora dos Cabelos ao Vento.
Caminhando por sobre as águas do mar, vi Maria pela última vez naquela noite memorável, que está oculta, até hoje, nas dobras do grande Mistério que envolve o Tempo, ao qual chamamos de Eternidade!
O Nome de Maria – E.Arthman





Baralho Maria PadilhaMaria é o murmúrio do vento passando pelas frestas das montanhas!
Foi lá que a vi pela primeira vez, há milênios atrás, quando me ensinou a amar o Sol, pois Deus era nele!
Maria dominava os elementos da Natureza e vivia no seio da
Primeira, Segunda e Terceira Pessoas da trindade, como se isso fosse muito natural!
Naquele tempo, ela me mostrou como dominar a força dos mares e dos ventos!
Maria vivia em Eterna graça e levou-me para um Paraíso,
onde aprendi a arte do Silêncio e do Ser!
Eu e ela somos como uma só estrada, como notas de uma mesma canção ou como as folhas de uma mesma árvore!
Maria é Mar iluminado pela luz da Lua Cheia e estrada permeada por violetas azuis, mescladas com o amarelo vivo dos girassóis!

O Nome de maria – E.Arthman





Maria caminhava por sobre as águas do Mar,quando a vi pela primeira vez.
Ela riu da minha perplexidade e desapareceu na Tempesdade.
Nesse Tempo, para alegrar os viajantes, ela tecia o gramado das pradarias e adorava ver as crianças a sorrir e a rolar sobre ele!
Baralho Maria PadilhaEla tingia o Céu de azul e o Sol com um tom de amarelo fulgurante, para depois enfeitá-los com nuvens bem branquinhas. Com isso, todos os corações transbordavam de alegria!
Quando ela desenhou seu nome na areia da praia, a mulher dos cabelos de alga surgiu e a levou para o mar profundo para ensiná-la a respirar através da alma!
Hoje as estradas por onde anda Maria são lavadas pelas doces águas dos rios e refletem a emoção de todos os amores. O mar a acompanha, compondo maviosa canção, com o murmúrio das vozes do Vento!
Maria conhece o Alfa e o ômega, mas ousa enxergar além das estrelas!
Ela é Luz, é Brisa Mansa e Lua Cheia a clarear de Prata o profundo Portal do Infinito!
O Nome de Maria – E.Arthman





Baralho Maria PadilhaMaria é o fogo que arde e transmuta as paisagens!
Ela era aquela que há milênios soltava os pássaros de suas gaiolas não tolerando as correntes ou as prisões!
Maria perfumava a brisa matinal e cuidava para que o Mar jamais transbordasse após os temporais!
Ela esculpia as montanhas e cobria de musgo macio as planícies, para que os viajantes pudessem descansar sobre elas.
Maria era o rio, era as veredas cobertas de flores de todas as cores e era o mavioso canto dos pássaros canoros que alegrava as matas nas manhãs escuras!
Maria é a simplicidade da exuberância das coisas belas, é a energia das ondas que quebram nas pedras e o vento forte que afasta a Tempestade!
Maria é como o belo vôo das aves migratórias que rumam em direção ao desconhecido, para bem longe das mesmices!
O Nome de Maria – E. Arthman





Baralho Maria PadilhaMaria caminhava pelas veredas iluminadas por um sol primaveril, quando a vi pela primeira vez!
Seus olhos refletiam a beleza do Universo e seu corpo continha o brilho das estrelas...
Ela encantava a mata com o sussurro de sua voz doce e vibrante e coloria suas próprias roupas com o tom de todas as flores, só para se parecer com elas.
Um dia ela caminhou por sobre as mansas águas do rio e desapa receu na linha do horizonte, quando o brilho amarelo da lua cheia pairava no céu.
Toda a mata prendeu a respiração! Para onde fora aquela que enchia de graça e de luz toda a floresta?
Certo dia, quando o sol começava a se espraiar por sobre a Terra, Maria pousou delicadamente no rio, enchendo todos os corações da mais completa alegria!
Maria é Luz, é Raio, Estrela e Luar!
Ela é água doce iluminada pelo brilho da lua Cheia e é estrada permeada por violetas azuis, mescladas pelo vermelho vivo dos roseirais!
O Nome de Maria - E.Arthman
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